terça-feira, 24 de junho de 2014

Esteatose Hepática

O que é?

Esteatose Hepática é uma condição na qual ocorre acúmulo de gordura no fígado. É também chamada de “Fígado Gorduroso” ou "Doença Gordurosa do Fígado". Pode ser divida em Doença Gordurosa Alcoólica do Fígado (quando há consumo em excesso de bebidas alcoólicas) e Doença Gordurosa Não-Alcoólica do Fígado (quando não há ingestão de bebidas alcoólicas). Acompanhe no vídeo a seguir, apresentado num programa de Televisão, um resumo sobre a esteaose.

Causas
  • Abuso de álcool
  • Hepatites virais
  • Diabetes
  • Sobrepeso ou Obesidade
  • Alterações dos lipídeos, como Colesterol ou Triglicérides elevados
  • Drogas, como os corticoides

Diagnóstico


Primeiramente, deve-se fazer um histórico clínico, para detectar possíveis causas. Exames de sangue apresentam resultados pouco concludentes. É indicada a realização de exames que permitam uma visualização do fígado, como ecografia e tomografia computadorizada. A certeza vem através de uma biópsia do fígado.


Mecanismo


http://goo.gl/rQcmi2
Os hepatócitos sintetizam lipídeos e os enviam para serem armazenados no tecido adiposo. Em condições normais, não há acúmulo de triglicerídeos nos hepatócitos. A esteatose ocorre em duas situações:

  1. Grande quantidade de ácidos graxos disponíveis no fígado: o excesso de lipídeos (na forma de ác. graxos) nos hepatócitos, vindos de tecido adiposo, ultrapassando a capacidade de hepatócitos de processá-los e reexportá-los.
O mecanismo acima é observado em jejum prolongado e diabetes. Os dois casos causam grande movimentação de Ác. Graxos no Tecido Adiposo. A ativação da lipase hormonio-sensível é excessiva devido, principalmente, à falta de insulina. A quantidade de ácidos graxos que chegam ao fígado é muito maior que a capacidade de metabolização pelos hepatócitos, ou de síntese de VLDL. Como conseqüência, há a esterificação e acúmulo no citoplasma dos hepatócitos na forma de triglicérides (esteatose).


  1. Deficiência na produção de lipoproteínas: a deficiência na produção de VLDL pelos hepatócitos dificulta o transporte dos triglicerídeos do fígado para outros tecidos. Isso pode ocorrer por dois motivos:
    1. Diminuição na síntese de proteínas
    2. Diminuição na síntese de fosfolipídeos


Evolução para quadro mais grave


Uma inflamação das células hepáticas, associada à esteatose, pode estar presente, lembrando a hepatite alcoólica, e que é chamada de "Esteato-hepatite". A Esteato-hepatite não-alcoólica, se não controlada, tem o potencial de evoluir para a Cirrose Hepática em alguns pacientes. O paciente deve fazer exames para que seja avaliado o risco de progressão da doença.


Tratamento


A Esteatose Hepática (e a Esteato-Hepatite) é reversível. O tratamento do quadro deve partir da identificação da causa do acúmulo de gordura no fígado, acompanhado de uma dieta hipocalórica e prática de exercícios.



Acompanhe no vídeo abaixo, apresentado em um programa de TV,  um resumo sobre esteatose Hepática.


  • Por que o Alcoólatra tem Esteatose?

http://goo.gl/oDpk1l
O álcool é metabolizado no fígado pela enzima álcool desidrogenase a acetaldeído. O acetaldeído sofre a ação da enzima acetaldeído desidrogenase, produzindo acetil-CoA. Nas duas reações, há liberação de elétrons e íons H+ que são captados (aceitos) por NAD+, formando NADH + H+. Como há muito álcool para ser metabolizado, há a produção de NADH em excesso, com consumo de NAD+. Fica faltando NAD+ para aceitar elétrons no ciclo de Krebs. Com isto, o ciclo de Krebs como um todo é inibido, levando a acúmulo de acetil-CoA (que é quebrado no ciclo de Krebs para dar CO2 e água). O excesso de Acetil-CoA é desviado para a síntese de ácidos graxos, causando esteatose.


Referências




Estatinas

Estatina é um medicamento usado para abaixar os níveis de Colesterol através da inibição da enzima HMG-CoA Redutase, que é responsável pela produção de colesterol no fígado (vide Síntese de Colesterol). Colesterol alto tem sido associado à Doenças Cardiovasculares e a estatina foi descoberta para prevenir essas doenças em pessoas que estão no grupo de risco. Há fortes indícios de que as estatinas são eficazes nos estágios iniciais da doença, mas não tão eficaz como forma de prevenção para aqueles que não tem a doença.


Via da HMG-CoA reductase (http://goo.gl/Q43AkF)
Ação do Medicamento

Como citado anteriormente, as estatinas agem através da inibição da enzima HMGR, a primeira enzima comprometida da via HMG-CoA Redutase. Isso porque as estatinas são semelhantes, em nível molecular, aos inibidores de HMG-CoA. Elas assumem o lugar do HMG-CoA na enzima e reduzem a taxa de produção de mevalonato, a proxima molécula da via, e que eventualmente produz colesterol. Inibindo HMGR, as estatinas bloqueiam a via de sintese de colesterol no fígado. Quando o fígado não é capaz de produzir colesterol, os níveis de colesterol no sangue vão cair.




Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais no uso de estatinas inclum dores musculares, aumento no risco de diabetes e anomalias em testes de enzimas hepáticas.
Assista o trecho do video abaixo, do Dr. Lair Ribeiro, nutrólogo e cardiologista, explicando os efeitos adversos de Estatinas:





Formas Disponíveis

Lovastatina (http://goo.gl/ora7BH)
Atualmente, as estatinas são comercializadas em 2 grupos: as derivadas de fermentação: Lovastatina (Cogumelo Ostra e Levedura de arroz vermelho) , Pravastatina (bactéria Nocardia autotrophica), Sinvastatina (fungo Aspergillus terreus) e as sintéticas: Atorvastatina (vendida como Liptor, a estatina mais consumida dos EUA), Cerivastatina, Fluvastatina, Pitavastatina, Rosuvastatina








História

Em 1971, o Microbiologista japonês Akira Endo iniciou uma pesquisa para encontrar um fármaco que abaixasse o colesterol. A pesquisa mostrou que o colesterol é, em sua maioria, produzido pelo fígado, através da enzima HMG-Coa Redutase (HMGR).
Endo e sua equipe descobriram que no caldo fermentado do fungo Penicillium citrinum haviam produtos naturais com poder de inibir HMGR. Esse primeiro produto foi chamado de compactina (ou Mevastatina). Testes em animais mostraram bons efeitos inibitórios, assim como em testes clínicos. Mas testes toxicológicos em caẽs mostraram que, em altas doses, poderia haver efeitos tóxicos, então a droga foi proibida para humanos.
Em 1978, Alfred Alberts e sua equipe descobriram um novo produto natural no caldo fermentado do fungo Aspergillus terreus. Seu produto mostrou uma boa inibição da enzima HMG-CoA Redutase, e foi nomeado meviolina, que mais tarde virou lovastatina.


Referências: 



segunda-feira, 23 de junho de 2014

O problema do colesterol alto

O colesterol alto pode ser causado por diversos fatores, tais como:
  • Alimentação - dieta com alto conteúdo em gorduras saturadas;
  • Abuso de álcool;
  • Cirrose;
  • Diabetes descompensada;
  • Hipotiroidismo;
  • Hipertiroidismo;
  • Insuficiência renal;
  • Porfiria;
  • Componente hereditário.
Os medicamentos à base de estrogênios; corticoides e os anticoncepcionais são também uma possível causa da doença. Soma-se ainda uma vida sedentária e não tratar das doenças crônicas corretamente.

Consequências do colesterol alto 

A principal consequência do colesterol alto é o aumento considerável do risco de doenças cardiovasculares. Isso ocorre porque o excesso de gordura no organismo favorece a instalação de placas de gordura no interior das artérias, o que diminui o fluxo sanguíneo, podendo levar a angina ou infarto. 

O que fazer quando o colesterol está alto

Quando o colesterol encontra-se alto recomenda-se fazer uma mudança no estilo de vida, adotando uma dieta pobre em calorias e em gorduras e criar o hábito de fazer exercícios físicos com regularidade.

Sintomas do colesterol alto

O colesterol não gera nenhum sintoma e, por isso, é importante fazer exames de sangue para o colesterol, pelo menos, anualmente ou conforme orientação médica.

Dieta para o colesterol alto

A dieta para o colesterol alto consiste no aumento do consumo de alimentos na sua forma natural, sem nenhum conservante ou nada industrializado. Deve-se dar preferência ao consumo de frutas, verduras e legumes em todas as refeições. Além disso, deve-se evitar o consumo de leite integral, manteiga ou margarina, frituras e doces.

Para ajudar a baixar o colesterol alto mais rápido, deve-se iniciar a prática de atividade física com alguma regularidade. Pode ser dia sim, dia não ou 3 vezes por semana, mas sempre, no mínimo, 30 minutos e fazer disso um novo hábito de vida.

http://www.atletasdamadrugada.com.br/wp-content/uploads/2014/06/infarto-agudo-do-miocardio-13.jpg

Bibliografia: http://www.tuasaude.com/causas-do-colesterol-alto/


Vídeo didático!


Ovo x Colesterol



O ovo é um alimento presente na mesa do brasileiro, conhecido como uma importante fonte de proteína e nutrientes, além de ser um alimento que pode fazer bem para a visão, cérebro e recuperação muscular.

Na gema encontra-se uma proteína chamada colina que protege o sistema cardiovascular de ataques cardíacos, coágulos sanguíneos e derrame. Na clara, há a presença da abulmina, uma das principais proteínas do corpo, responsável pelo transporte de nutrientes, controle da distribuição de líquido pelo organismo e também pela recuperação muscular.


Já em relação ao colesterol:
Pesquisas nos relatam que o colesterol presente na gema do ovo não altera os níveis de triglicerídeos, massa corporal ou HDL. Em um estudo realizado por Goodrow que analisou a ingestão de 1 ovo por dia em indivíduos com mais de 60 anos durante 5 semanas, objetivou avaliar a relação entre o consumo deste e alterações no colesterol sanguíneo. A análise dos resultados mostrou que não houve aumento substancial do LDL-colesterol e triglicerídeos, com o consumo de um ovo por dia. Sendo assim, o consumo de ovos diariamente pode ser estimulado entre os indivíduos normais com idade avançada, segundo esta pesquisa.
Os estudos epidemiológicos sobre o consumo do ovo e os riscos de doenças cardiovasculares, apesar de existirem em grande quantidade, são ainda insuficientes para avaliar os riscos e benefícios do consumo do ovo. Apesar deste alimento possuir uma quantidade razoável de colesterol, vários estudos epidemiológicos não encontram nenhuma relação entre consumo de ovo e risco de doenças relacionadas.

Como sabemos tudo que é consumido em excesso pode no trazer riscos a saúde, o que vale é comer de tudo um pouco, porem sempre buscando uma melhor alimentação!


Referências:
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/09/ovo-faz-bem-para-visao-e-cerebro-e-pode-ajudar-na-recuperacao-muscular.html
http://www.alanrevista.org/ediciones/2006-4/ovo.asp
http://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/12125-consumir-ovos-e-benefico-a-saude