quarta-feira, 25 de junho de 2014

Com frio e com saúde

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Os Esquimós são povos indígenas que habitam tradicionalmente as regiões em torno do Circulo Polar Ártico, no polo norte geográfico da Terra, como o leste da Sibéria, o norte do Alasca e do Canadá e a Groenlândia. Vivem da pesca e da caça, retirando a gordura de baleias, focas e ursos para usar como alimento e combustível para seus trenós. Os esquimós se vestem com peles de animais, porém, ao contrário dos outros povos, eles usam a pele voltada para dentro, de forma a mantê-la mais próxima ao corpo e promover um aquecimento mais adequado. 

A alimentação desses povos é feita a base de peixes e animais marinhos, e é excessivamente rica em gorduras e proteínas, e pobres em vitamina C, fibras e carboidratos, De acordo com estudos de nutrição, o esperado seria eles apresentar alta mortalidade, principalmente por doenças cardiovasculares, as quais causam mais de um terço das mortes em populações ociedentais. Acontece, porém, que s esquimós, são neste aspecto um dos povos mais saudáveis mundo. Além de apresentarem teores de colesterol e triglicerídios muito abaixo dos povos com alimentação do tipo ocidental, neles as doenças das coronárias (infarto, angina), praticamente não existem, a hipertensão é rara, assim como a obesidade e a artrite reumatoide, as doenças relacionadas a pele e o diabetes também são raríssimos.


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Depois de intensas pesquisas ficou comprovado que os responsáveis pelos efeitos benéficos para a saúde dos esquimós são dois ácidos graxos de cadeia longa da série OMEGA-3, presentes no óleo de peixes de águas geladas: o Eicosapentaenoico (EPA) e o Docosaexaenoico (DHA).



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Os indivíduos que vivem naquela região ao se alimentarem com esses peixes, incorporam na sua circulação sanguínea esses óleos OMEGA-3 que também apresentam a propriedade de diminuir a agregação de plaquetas no sangue, reduzindo sua viscosidade, tornando-o mais fluido. isso proporciona aos esquimós circulação mais ativa, que ajuda a equilibrar a temperatura do seu corpo. Estes e outros benefícios, proporcionados pelos ácidos graxos OMEGA-3, fazem dos esquimós um gruo com o mais baixo índice de doenças das coronárias entre os seres humanos.

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Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquim%C3%B3s
http://www.vitamed.com.br/noticias/ver/omega-3-os-esquimos-e-a-saude

terça-feira, 24 de junho de 2014

De Vilão à Mocinho: A Saga do Colesterol

No vídeo abaixo (a partir de 07m16s), o Dr. José Roberto Kater faz um apanhado geral sobre o colesterol, abordando temas como uso de estinas, gorduras, doenças, e, sobretudo, sobre a importância que o colesterol tem no nosso corpo, que não é o "vilão" que muitos especialistas retratam.



Hipocolesterolemia

Muito se houve falar e muitos estudos são feitos a respeito de Hipercolesterolemia. Mas e o contrário, o que é?


A Hipocolesterolemia é uma doença onde são verificados índices de colesterol anormalmente baixos (inferiores a 130 mg/dL). Não há muitos estudos na área, pois se trata de um quadro clínico raro. Alguns estudos, que tentam descobrir a causa, merecem destaque. Entre eles, temos:

  • Shalev et al. observavam que todos os pacientes com hipocolesterolemia eram acompanhados de anemia crônica de alta atividade eritropoiética.
  • Vyroubal et al. destacam que a doença “se trata de uma incapacidade de o organismo aumentar a disponibilidade de colesterol frente à demanda aumentada que ocorre no paciente grave.”
  • Pocovi et al. dizem que a hipocolesterolemia é caracterizada por níveis de colesterol total. “Podendo ser resultado de dietas vegetarianas estritas ou enfermidades como má absorção intestinal, hipertireoidismo, enfermidade hepática grave, pancreatite crônica ou má nutrição.”

Há ainda, outros fatores citados na literatura, como uso de estatinas, Icterícia obstructiva, Aterosclerose, Hipotiroidismo, Diabetes Mellitus, causas hereditárias, causas familiares (diferentes tipos), Obesidade, Excesso de consumo de álcool. Alguns estudos apontam, ainda, relação com depressão, câncer e hemorragia cerebral, mas não se sabe ainda se a hipocolesterolemia é a causa destas ou se é fenômeno que pode ocorrer junto com estes fatores.


Referências


http://en.wikipedia.org/wiki/Hypocholesterolemia

Síntese hormonal de esteroides

Como já sabemos, o colesterol é a molécula fundamental para a síntese de hormônios esteroides. Existem três grupos de hormônios esteroides: Corticosteroides (C21 pregnano), Estrogênios (C18 estrane) e Andrógenos (C19 erane). São denominados corticosteroides quando possuem 21 átomos de carbono na estrutura básica do anel de pregnano. A perda de 2 átomos de carbono produz o anel androstano e o grupo dos andrógenos. A perda do grupo metila no átomo de carbono 19 como parte da aromatização do anel A resulta na estrutura estrano encontrada nos estrogênios.



O processo de síntese dos hormônios esteroides acontece apenas em três órgãos: o córtex adrenal, os testículos nos homens e o ovário nas mulheres. As enzimas esteroidogênicas são responsáveis pela determinação de cada hormônio secretado em cada órgão, o que não limita a produção exclusiva de apenas um hormônio por órgão.



Em grande parte, as enzimas que participam da conversão do colesterol em hormônios são as proteínas do citocromo P-450. Em geral, os hormônios esteroides têm o metabolismo lento por se ligarem a proteínas do plasma sanguíneo. As enzimas envolvidas utilizam oxigênio e NADPH. O complexo enzimático catalisa a substituição de uma ligação carbono-hidrogênio com uma ligação carbono-hidroxila. Assim percebemos que a biossíntese ocorre pela quebra carbono-carbono e as hidroxilações.

A produção de hormônios esteroides também é regulada pela concentração de cAMP (relacionado a mobilização de colesterol para a mitocôndria) e pela proteína StAR (proteína regulatória esteroidogênica aguda) que facilita a translocação de colesterol da membrana mitocondrial externa para a interna. Há ainda regulação pela concentração de Ca2+, cujo aumento da concentração leva a ativação de enzimas colesterol desmolase e assim estimula a produção de aldosterona.



Referências:

Gordura Trans: O que é?

Gordura Trans é o nome dado à gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação, natural (ocorre no estômago de ruminantes) ou artificial. Ela é usada pela indústria alimentícia para melhorar aspecto e consistência do alimentos, além de melhorar sua durabilidade. Nosso corpo não consegue digerir, e não há alimentos que ajudem a combater, então ela fica acumulada. Além disso, aumenta os níveis de LDL, diminui a taxa de HDL. E isso significa elevar o risco de arteriosclerose, infarto e acidente vascular cerebral.

Onde é Encontrada

Até pouco tempo atrás, não era possível saber em quais alimentos a gordura trans estava presente, até o dia 01/08/2006, quando uma norma da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) entrou em vigor, obrigando os fabricantes a especificarem nas embalagens a quantidade de gorduras trans em cada alimento.
Alimentos como fast-food, biscoitos, margarina (as mais duras e amareladas), maionese, pipoca de microondas, massas folhadas, bolo industrializado, sorvete de massa, batata frita e outras frituras, salgadinhos de pacote, sopas e cremes industrializados, pratos congelados, chocolate em barra e bombons certamente vão conter gordura trans em sua composição e/ou preparação. Em geral, as gorduras vegetais, como o azeite e os óleos, são bons para a saúde. Porém, quando passam pelo processo de hidrogenação ou são esquentadas, as moléculas são quebradas e a cadeia se rearranja. Essa nova gordura é que vai fazer todo o estrago nas artérias. Esse processo de hidrogenação serve para deixar a gordura mais sólida. Então, é importante ficar atento aos rótulos de alimentos, e dar preferência para aqueles que não contenham gordura trans, ou que contenha em pouca quantidade.

Referências

http://www.einstein.br/einstein-saude/nutricao/Paginas/gordura-trans-mal-a-ser-evitado.aspx